Produção Científica // TCC

MANEJO QUÍMICO DE ALGODÃO RESISTENTE AO GLYPHOSATE

TCC

Autor: JÚLIO CARDOSO NETTO DE ARAÚJO
Data: Dezembro de 2020
Palavras-chave: Gossypium hirsutum, herbicidas, vazio sanitário.

Resumo:

A cultura do algodão (Gossypium hirsutum) está entre as fibrosas mais plantadas
no mundo devido a sua alta utilização na indústria têxtil. Entretanto, um dos
grandes problemas enfrentados pelos agricultores é a realização da destruição
das soqueiras do algodão. Essa destruição é necessária antes do início do
período de vazio sanitário instituído pelo MAPA, com a finalidade de conter a
proliferação do Bicudo-do-Algodoeiro (Anthonomus grandis) e outras pragas.
Atualmente não há nenhum tratamento economicamente viável e que
proporcione 100?controle da soqueira do algodão e que para obter o
controle exigido é necessária a utilização de métodos de controle mecânico e
químico em conjunto. Dessa forma, com esse trabalho, objetivou-se estudar
possibilidades de controle químico da soqueira de algodão. Foi realizado um
experimento em vaso com capacidade para 70 L com a cultivar DP1536B2RF,
no qual foram estudados 9 tratamentos em 10 repetições. Os tratamentos
estudados foram constituídos por duas aplicações de herbicidas. Os ingredientes
ativos na primeira aplicação foram: 1) 2,4 - D (1340 g ha-1 e. a.); 2) carfentrazona
(60 g ha -1 i.a.); 3) flumioxazina (60 g ha-1 i. a.); 4) sulfentrazona (600 g ha-1 i. a.);
5) fluroxipir-meptílico (576,48 g ha-1 i. a.); 6) saflufenacil (49 g ha-1 i. a.); 7) 2,4 –
D + saflufenacil (1340 g ha-1 e. a + 49 g ha-1 i. a.); 8) 2,4 – D + carfentrazona (1340 g ha-1 e. a + 60 g ha-1 i. a.) e 9) testemunha sem aplicação.
A segunda aplicação foi realizada com 2,4 – D (670 g ha-1 e. a.) em todos os tratamentos,
exceto na testemunha. Foram realizadas avaliação de fitotoxicidade, rebrota e
mortalidade. Dentre os tratamentos testados, os melhores resultados para
mortalidade das plantas foram obtidos com os tratamentos 1 (2,4 - D (1340 g ha1 e. a)),
5 (fluroxipir-meptílico (576,48 g ha-1 i. a.) e 8 (2,4 – D + carfentrazona (1340 g ha-1 e. a + 60 g ha-1
i)), os quais proporcionaram mortalidades de 20, 35
e 32,5 %, respectivamente, após 22 dias após a segunda aplicação. Dessa
forma, nenhum dos tratamentos estudados foi eficaz no controle da soqueira do
algodão.